sábado, 27 de março de 2010
Deus
quarta-feira, 17 de março de 2010
Organizar
quarta-feira, 10 de março de 2010
Aracy
Aracy é um nome que me remete a terror!
Sim essa mulher foi a minha professora da quarta série lá no ES, ela era má por natureza tinha um cabelo vermelho que mais parecia um coqueiro, era gorda e branca, estava nos seus 40 anos, mulher esta que me rendeu historias traumáticas... Prometam que não vão rir!
Eu estudava no colégio CENEC e como já disse estava na quarta série, eu estava com uma paixonite por um garoto da minha sala chamado Murilo, garoto branquinho de rosto igual a bumbum de neném, uma graça!
Então um dia, na primeira aula revelei a uma das minhas “amigas” que eu estava me interessando por ele e talz, e em menos de cinco minutos a turma inteira já sabia, (cara tudo bem que eram crianças, mais capixabas as vezes são muito sem noção) as meninas fizeram questão de contar pra ele.
Neste mesmo dia no recreio eu tinha comido uma coxinha e um copão de suco de laranja, o sinal tocou e entramos na sala. Entrava também a professora Aracy, poderosa e reinando sobre a turma, ninguém fazia um pio depois que ela pisava na sala. Então ela pegou um giz, fez cara de blasé para a classe e começou a passar a matéria no quadro.
Lá pelas tantas, entre os cálculos, aquele suco de laranja começou a me incomodar a bexiga, eu sabia que a véia nunca me deixaria ir ao banheiro, pois na quarta série os professores fazem tortura com os alunos - alguns até contraíam pedras nos rins por causa disso, sério! Então eu me segurei, esperei o máximo que eu pudia, depois de 15 minutos eu estava no limite não dava mais pra segurar, então pensei: O bebedouro fica quase do lado da sala, se eu pedir pra beber água posso ter mais chance de ouvir um sim do que ao banheiro que fica bem mais longe.
Então me levantei, no meio do silêncio mortal e fui até a mulher grande e gorda que estava com a barriga encostada no quadro rabiscando um gráfico, ela me encarou e disse:
- Que foi agora Danielle? (meu segundo nome é esse não sei porque mais todos os professores me chamavam assim)
- Professora, me deixa beber água?
- Não! Vai sentar.
Pronto meu mundo tinha caído e quase o xixi também! Caraca e agora? Eu tava
lascadinha, voltei pra carteira, sentei, cruzei as pernas e rezei forte. Não dava mais mesmo, passaram-se dois minutos, voltei e disse:
- Fessora eu preciso ir ao banheiro!
E ela cheia de si disse:
- Ah! Danielle você esta querendo é bater perna, ainda pouco disse que queria beber água, agora é o banheiro daqui a pouco é o que...
Então um garoto que sentava na carteira da frente gritou:
- Ih ela fez xixi!
Sim é isso mesmo. Enquanto ela falava e se estressava eu ia sentindo um quentinho invadir meu short que descia até meu tênis! Eu não havia conseguido, só tive tempo de olhar pra cara da turma, do Murilo rindo de mim e sair correndo dali!
Bixo! Eu sai correndo entrei no banheiro e fiquei lá umas durante uma hora, as pessoas batiam na porta querendo falar comigo e eu não respondia...
Esse nome de hoje me faz lembrar que tem coisas que é melhor esquecer se não você volta naquela escola e esgana a professora Aracy!
quarta-feira, 3 de março de 2010
Rue
Esse nome significa rua em francês, é o nome da loja de acessórios que eu trabalhei no meu primeiro emprego, e também é o nome pra onde eu quase fui depois do meu primeiro dia!
Primeiro cheguei lá no shopping (local de trabalho), entrei na loja e encontrei uma vendedora limpando o chão, expliquei a ela que aquele era meu primeiro dia e talz, ela não deu muita atenção e me mandou guardar minha bolsa apontando uma escada, subi as escadas pra guardar minha bolsa na sobreloja, chegando lá encontro outra vendedora, guardei a bolsa e fiquei olhando pra cara dela com cara de tacho enquanto ela ligava o computador, até que ela notou que eu tava meio perdida e disse: - Pode descer lindinha!
Depois que eu desci, aliás, no meio da escada, tomei um tombo, mais também o salto que eu estava e a largura da escada não ajudaram muito!
Ao me recompor fui conhecer minhas colegas de trabalho, e sinceramente a primeira impressão não foi boa!
Ok depois de passar um tempo e eu já ter dito preço errado duas vezes pros clientes, a Gláucia (dona da loja, e claro minha chefe) me pede um paninho e o que eu lhe entrego? Uma sacola (meu pai onde eu tava com a cabeça!).
Tudo bem eu nunca tinha trabalhado era uma desculpa.
Mais no meio do dia meu pé começou a reclamar, porque a dona da loja pedia que todas as meninas usassem salto alto (já disse que sou péssima com saltos?) e o pior não tinha onde sentar.
Lá pelas tantas eu tava roxa de fome, quando finalmente chegou uma vendedora com o lanche da gente, mais mal sabia eu que tinha hora pra ir lá matar a fome!
Então quando a moça que “monitorava” quem podia ir lanchar chegou pra mim e disse: - Pode ir lanchar mocinha!
Eu respondi com cara de ‘po não me avisaram que tinha que pedir permissão pra lanchar!’: - Já lanchei!
Eu tinha subido e comido tão rápido que ninguém notou minha falta!
Depois cheguei em casa com o pé muito dolorido e morrendo de medo de ser demitida por conta das “gafes” rsrsr...
Mais desse nome eu passo longe hoje em dia, tirei a lição de que trabalho de shopping é trabalho escravo, mesmo que você possa lanchar antes da hora!
terça-feira, 2 de março de 2010
Igor Nolasco
Cara eu vou ser sincera, não me acho feia não e nem vejo isso como um pecado, também num me acho linda de morrer, vocês olhem ali na foto do perfil e vão ver.
Mais a história desse nome me fez refletir muito sobre isso na época.
Eu tava na sétima série, morava no ES mais estava de mudança pro rio, aquele ano letivo foi marcado por uma paixonite aguda de nome Igor Nolasco.
O Igor tava na oitava série, e eu achava isso um máximo, por que eu achava que as pessoas eram bem mais maduras na oitava série (tolice a minha), ele era um pouco mais alto que eu, moreninho e tinha uns cachinhos marrons, todas as minhas amigas ficavam me perguntando o que eu tinha visto nele, até hoje eu não sei.
Mais eu morria de vergonha dele descobrir, toda vez que ele passava eu ficava suspirando pelos cantos, uma vez eu até deixei um bilhetinho anônimo na mesa dele dizendo que o amava e tudo mais.
Então chegou o dia de eu me mudar pro rio, ia viajar a noite e tava me despedindo dos amigos no prédio de uma amiga minha, depois de uma tarde agradável na piscina, eu comecei a conversar com ela sobre a minha frustração de nunca ter me declarado pra ele, enquanto a gente falava sobre isso na portaria quem passa na rua? O dito cujo!
Meu coração foi na boca de ansiedade e vergonha e tudo junto, os meninos que estavam sabendo da história , chamaram ele na hora e eu sem saber onde enfiar minha cara me escondi na escada de emergência do prédio.
Fiquei lá meia hora, morrendo de vergonha, então depois desse tempo, a Thamires, minha amiga, veio me chamar dizendo que tava tudo certo e que o Igor ia falar comigo.
Ai desço eu feliz e ansiosa e me deparo de cara com ele, trocamos umas duas frases, ele perguntou porquê eu ia embora e talz, ai na hora de nos despedirmos ele só me deu um abraço.
Eu fiquei sem entender nada, queria que ele me beijasse, ai contei pra Mires, ela me olhou com uma cara de quem diz: -É não foi dessa vez...
Quando estamos entrando no elevador pra eu pegar minhas coisas e partir, entra o léo que era outro amigo nosso dizendo: - É nana o Igor disse que não ficou com você porque te acha feia!
Caraca, aquilo foi uma facada bem dada no peito, eu já tava triste porque ia pra outro estado, ia ficar longe dos meus amigos, ia ficar longe do garoto que eu tava afim e ainda descubro que ele me achava feia... Meu mundo caiu!
Esse nome me faz lembrar que garotas feias também amam! huahauhuahuahuahuhau!
Renata
Pensa numa pessoa que te dava medo durante a infância, então, se você não tinha uma pessoa assim sorte a sua, porque o meu terror de infância era Renata, uma prima minha de terceiro grau que morava no topo de um morro enorme, às vezes quando meus pais iam visitar os parentes, geralmente aos domingos, eles sempre acabavam passando lá na casa dela, eu tinha sete anos de idade na época.
A Renata era morena, cabelos muito cacheados e um sorriso que me dava arrepios, ela não gostava de mim e fazia questão de me provar isso toda vez que eu ia lá.
Uma das minhas recordações mais pavorosas era a de um buraco enorme no quintal deles, estavam cavando pra construir uma piscina, o quintal tava em reformas tinha bagulho pra tudo que é lado, meus pais estavam lá dentro da casa conversando e eu tava no quintal brincando com uma bicicleta perto do buraco quando ela veio na minha direção e disse que ia me jogar lá dentro, cara que medo àquela garota me dava, eu dei uma carreira desesperada na direção dos meus pais, na hora minha mãe tava saindo na porta, pulei no colo dela e a danada da garota parou de correr e ficou me rondando, enquanto todos saiam pra se despedir, porque graças a Deus estávamos indo em bora a “natinha” puxou meu chinelo e disse baixinho:
- Eu vou jogar seu chinelo lá!
Ai que raiva, contei pra minha mãe e comecei a chorar... rsrrsrs
Depois de treze anos encontrei ela no mercadinho aqui perto de casa, ela tava trabalhando como caixa, fiz questão de não passar minhas compras com ela!
Ela me viu, e me reconheceu, convenha eu não mudei tanto assim.
Mais ela continua com aquele olhar de que se pudesse me jogaria no buraco...
Seu Orlando
Na época em que eu morava no ES e trabalhava nas Óticas Paris do centro de Vitória, conheci o seu Orlando, um senhor de uns 60 anos que fazia questão de continuar trabalhando como vendedor ao invés de se aposentar e descansar em casa, nunca vi um velho que nem aquele, tinha duas personalidades, uma era a do senhor bonzinho que amava todo mundo e a outra era um velho chato e carrancudo sem paciência!
Ele era uma figura, falava pelos cotovelos, parecia uma lavadeira, falava de tudo e de todos.
Ele era católico fervoroso e sempre me contava histórias das missas q ele assistia, falava do padre, dos santos, de tudo! Era muito engraçado ouvi-lo imitando as pessoas.
Ele me adorava, levava jaca pra mim quase todo dia (eu amo jaca!), às vezes levava doce de jaca também, cada dia queria me arrumar casamento com uma pessoa diferente, hora era o sobrinho dele que fazia engenharia, hora era o inquilino dele que tinha 40 anos (ele esquecia q eu tinha 18), as vezes até algum cliente bem afeiçoado rsrs...
Uma vez ele me convidou e minha mãe pra almoçarmos na casa dele, a esposa dele nos preparou uma comida deliciosa e de sobremesa advinha? Doce de jaca!
Depois me mostrou todas as fotos dos filhos dele, os diplomas e todos os orgulhos da vida dele...
Mais eu bem que me divertia com aquilo tudo, na verdade muitas vezes só vejo o valor de uma determinada época depois que ela passa. O seu Orlando é um nome que me traz lembranças de tardes agradáveis e cheias de gargalhadas.