Há uns cinco a quatro anos eu estava sentada no banco do calçadão da praia, esperando uma amiga chegar. De costas pro mar e de frente pro asfalto estava eu já impaciente, vendo os carros passarem e o vento bagunçar meu cabelo.
Até que eu vi um rapaz vindo da direita no calçadão, devia ter um metro e setenta e cinco de altura, cabelos loiros e com cachinhos e olhos verdes, na hora eu lembrei do Guga...
Olhei pra ele e depois continuei olhando os carros passarem, passado alguns segundos olhei de novo pro “guga” ele estava me olhando, achei legal isso, porque naquela época um cara olhar pra mim mais de uma vez era algo que nunca acontecia.... Ou eu nunca reparava!
Dei um sorriso de canto de boca, e ele atravessou a rua próximo de onde eu estava, atravessou e olhou pra mim, então pensei: “Caraca! é comigo mesmo, bicho vai chover!”
E depois pra completar ele me chamou, sim, olhou na minha direção deu um sorriso e fez sinal com a mão, ai eu paguei mico, olhei pra trás pra ver se tinha alguém lá porque eu não estava acreditando. Eu tinha uns quinze anos e se vocês leram o poste de nome Igor Nolasco entendem um pouco da minha surpresa! Rsrs.
Depois disso eu tava tipo nas nuvens, me deu muita vontade de atravessar aquela rua pra ir lá falar com ele, mais eu não podia por conta da minha amiga que eu estava esperando. Então aquela situação maravilhosa e ao mesmo tempo torturante aumentou quando ele andou mais um pouco, parou e repetiu o gesto.
Tipo hoje em dia, talvez eu não ficasse tão extasiada se acontecesse outra vez, mais eu posso assegurar a vocês, que por algum motivo isso me marcou e até hoje eu lembro, foi sem dúvida a “cantada” mais legal e mágica que eu tive!
Talvez seja por isso que eu tenha certo receio de envelhecer às vezes, porque as coisas vão se banalizando e perdendo a magia, de antes... Bobo ou brega, eu amei aquele dia
segunda-feira, 19 de abril de 2010
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